Ajuda e socorro
Certa feita, um nobre facultativo baiano pediu a um motorista que o levasse urgente para atender a um paciente em determinado bairro da cidade. O motorista lhe respondeu que não podia, que iria se deitar, pois já era tarde. O médico insistiu, dizendo que precisava atender a um chamado urgente... O motorista respondeu insatisfeito: Estou cansado! Vire-se por aí. O que não falta são veículos... O doutor insistiu um tanto mais. Mas é tarde. Estamos perdendo tempo enquanto uma vida se vai diluindo. Seja rápido, leve-me por favor... Irritado o motorista arrancou o carro e saiu resmungando: Ora essa. Era só o que me faltava aparecer. Não levo ninguém. Vou é dormir. Chegando à casa que estava em alaridos e expectativas, o motorista, mal-humorado, defrontou com o filhinho de cinco anos em lamentável convulsão, semi-asfixiado. Sem saber o que fazer, propôs colocá-lo no veículo para conduzi-lo ao pronto socorro, quando outro carro estacionou à porta e um médico saltou apressado. O médico examinou o caso e identificou o "grande mal asmático". Aplicou imediatamente uma adrenalina no pequeno, ensejando reação orgânica que lhe permitia conduzir o paciente ao hospital com possibilidades de salvação. O motorista olhou o venerável senhor e baixou os olhos, envergonhado. Era o médico que ele se negara a trazer há pouco. O paciente a quem o médico precisava atender com urgência, era seu próprio filho. Tantas vezes nos negamos a atender a um pedido que nos é feito porque achamos que não tem nada a ver conosco. Esquecemos a recomendação de Jesus de fazermos aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem. Diz-nos o bom senso, que devemos fazer o bem sem olhar a quem, e para que o praticarmos uma única condição é necessária: a de que alguém precise do nosso auxílio. Não importa quem seja. Que religião professe. A que nível social pertença. Nada disso importa se levarmos em conta que somos todos filhos do mesmo pai, do criador do universo que a todos nos colocou no mundo para que nos ajudemos mutuamente. Costumamos dizer com freqüência: "que Deus te ajude!" E temos também que nos perguntar: Como é que Deus vai ajudar as pessoas, senão através das próprias pessoas? É importante que pensemos nisso. Deus conta conosco, e cada vez que alguém precisar de ajuda, questionemo-nos: e se fosse um ente muito caro ao meu coração? Como é que eu gostaria que o tratassem? Agindo assim jamais nos arrependeremos e certamente estaremos construindo um mundo bem melhor para todos nós.
Controla a má vontade e vence as qualidades inferiores. O que negas a alguém te fará falta, agora ou depois. Reflexiona, portando, vigilante, antes de reagir.
(Equipe de Redação do Momento Espírita.)
Certa feita, um nobre facultativo baiano pediu a um motorista que o levasse urgente para atender a um paciente em determinado bairro da cidade. O motorista lhe respondeu que não podia, que iria se deitar, pois já era tarde. O médico insistiu, dizendo que precisava atender a um chamado urgente... O motorista respondeu insatisfeito: Estou cansado! Vire-se por aí. O que não falta são veículos... O doutor insistiu um tanto mais. Mas é tarde. Estamos perdendo tempo enquanto uma vida se vai diluindo. Seja rápido, leve-me por favor... Irritado o motorista arrancou o carro e saiu resmungando: Ora essa. Era só o que me faltava aparecer. Não levo ninguém. Vou é dormir. Chegando à casa que estava em alaridos e expectativas, o motorista, mal-humorado, defrontou com o filhinho de cinco anos em lamentável convulsão, semi-asfixiado. Sem saber o que fazer, propôs colocá-lo no veículo para conduzi-lo ao pronto socorro, quando outro carro estacionou à porta e um médico saltou apressado. O médico examinou o caso e identificou o "grande mal asmático". Aplicou imediatamente uma adrenalina no pequeno, ensejando reação orgânica que lhe permitia conduzir o paciente ao hospital com possibilidades de salvação. O motorista olhou o venerável senhor e baixou os olhos, envergonhado. Era o médico que ele se negara a trazer há pouco. O paciente a quem o médico precisava atender com urgência, era seu próprio filho. Tantas vezes nos negamos a atender a um pedido que nos é feito porque achamos que não tem nada a ver conosco. Esquecemos a recomendação de Jesus de fazermos aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem. Diz-nos o bom senso, que devemos fazer o bem sem olhar a quem, e para que o praticarmos uma única condição é necessária: a de que alguém precise do nosso auxílio. Não importa quem seja. Que religião professe. A que nível social pertença. Nada disso importa se levarmos em conta que somos todos filhos do mesmo pai, do criador do universo que a todos nos colocou no mundo para que nos ajudemos mutuamente. Costumamos dizer com freqüência: "que Deus te ajude!" E temos também que nos perguntar: Como é que Deus vai ajudar as pessoas, senão através das próprias pessoas? É importante que pensemos nisso. Deus conta conosco, e cada vez que alguém precisar de ajuda, questionemo-nos: e se fosse um ente muito caro ao meu coração? Como é que eu gostaria que o tratassem? Agindo assim jamais nos arrependeremos e certamente estaremos construindo um mundo bem melhor para todos nós.
Controla a má vontade e vence as qualidades inferiores. O que negas a alguém te fará falta, agora ou depois. Reflexiona, portando, vigilante, antes de reagir.
(Equipe de Redação do Momento Espírita.)










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